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	<title>Arquivo de empréstimo garantia imóvel - Economia Comportamental</title>
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	<title>Arquivo de empréstimo garantia imóvel - Economia Comportamental</title>
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		<title>Home equity: crédito com imóvel em garantia pode alavancar patrimônio e reduzir dívidas, mas exige cuidado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogério Takaki Nakata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Oct 2025 01:19:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Para quem está endividado ou quer alavancar o patrimônio, o crédito pode acabar sendo um dos caminhos escolhidos. No entanto, o empréstimo com imóvel em garantia (home equity), uma das modalidades oferecidas pelo mercado e que aparenta ser uma solução rápida, pode virar uma dor de cabeça e acabar gerando um endividamento e a própria perda do bem, segundo especialistas ouvidos pelo Valor Investe.</p>
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<h1 class="wp-block-heading" id="h-"></h1>



<p>Imóvel — Foto: Getty Images</p>



<h3 class="wp-block-heading">Nesta modalidade de crédito, as taxas de juros são mais baixas do que outras linhas oferecidas pelo mercado porque o risco para quem empresta o dinheiro é menor já que, em caso de inadimplência, o banco ou financeira ficará com o imóvel dado como garantia</h3>



<p>Por&nbsp;<a href="https://valorinveste.globo.com/autores/larissa-maia/">Larissa Maia</a></p>



<p>Valor Investe — São Paulo &#8211; Matéria completa está no link: <a href="https://valorinveste.globo.com/produtos/credito/noticia/2025/09/26/home-equity-credito-com-imovel-em-garantia-pode-alavancar-patrimonio-e-reduzir-dividas-mas-exige-cuidado.ghtml">https://valorinveste.globo.com/produtos/credito/noticia/2025/09/26/home-equity-credito-com-imovel-em-garantia-pode-alavancar-patrimonio-e-reduzir-dividas-mas-exige-cuidado.ghtml</a></p>



<p>26/09/2025 06h20&nbsp;&nbsp;Atualizado&nbsp;agora</p>



<p>Para quem está&nbsp;<strong>endividado&nbsp;</strong>ou&nbsp;<strong>quer alavancar o patrimônio,</strong>&nbsp;o crédito pode acabar sendo um dos caminhos escolhidos. No entanto, o&nbsp;<strong>empréstimo com imóvel em garantia (home equity)</strong><strong>,</strong>&nbsp;uma das modalidades oferecidas pelo mercado e que aparenta ser uma solução rápida, pode virar uma dor de cabeça e acabar gerando um endividamento e a própria perda do bem, segundo especialistas ouvidos pelo<strong>&nbsp;Valor Investe.</strong></p>



<p>Essa modalidade de empréstimo oferece o crédito aos tomadores dando como&nbsp;<strong>garantia um imóvel.&nbsp;</strong>Em alguns casos, ela é utilizada com o objetivo de<strong>&nbsp;alavancar o patrimônio de uma pessoa ou de uma família,&nbsp;</strong>utilizando o dinheiro de outra fonte — nesse caso, o empréstimo — para aumentar mais rápido o que já tem. Mas, em geral, é mais usada como meio para<strong>&nbsp;conseguir dinheiro com uma taxa de juros mais baixa&nbsp;</strong>para&nbsp;<strong>honrar dívidas de volume preocupante&nbsp;</strong>assumidas pelo devedor, explica<strong>&nbsp;Rogério Nakata</strong>, planejador financeiro pela&nbsp;<strong>Planejar</strong>.<a href="https://assine.valorone.globo.com/?utm_source=valorinveste.globo.com&amp;utm_medium=referral_globo&amp;utm_campaign=noticias"></a></p>



<p><strong>Aqui, o proprietário usa sua casa ou apartamento como forma de assegurar o pagamento do crédito tomado.</strong></p>



<p>Para captar os clientes, bancos e financeiras anunciam&nbsp;<strong>condições atrativas</strong>, como&nbsp;<strong>prazos longos e juros menores&nbsp;</strong>que os do&nbsp;<strong>cheque especial ou do cartão de crédito.&nbsp;</strong>Porém<strong>,&nbsp;</strong>por trás dessa promessa, o planejador ressalta que existem &#8220;<strong>sérios riscos</strong>&#8221; para a vida financeira das famílias e que necessitam ser&nbsp;<strong>analisados com cautela&nbsp;</strong>para que o socorro imediato não se torne uma dor de cabeça a perder de vista.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Estamos falando de colocar o patrimônio mais valioso de uma família, que é a sua casa, seu apartamento, em garantia para uma instituição financeira como promessa de pagamento da dívida tomada, em que muitas vezes este&nbsp;<strong>pode ser seu único bem</strong>, que ele considera como lar ou, até mesmo, seu porto seguro&#8221;, enfatiza Nakata.</p>
</blockquote>



<p>O modelo também pode esconder<strong>&nbsp;armadilhas</strong><strong>,</strong>&nbsp;como<strong>&nbsp;juros variáveis e custos embutidos</strong>, que, sem o planejamento adequado, podem levar ao&nbsp;<strong>risco de perder o bem</strong>, descreve&nbsp;<strong>Daniel Gava</strong>, fundador da&nbsp;<strong>Rooftop</strong>, startup de soluções imobiliárias.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como funciona?</h2>



<p>Nesta modalidade de crédito, as taxas de juros são&nbsp;<strong>mais baixas&nbsp;</strong>do que outras linhas oferecidas pelo mercado porque o&nbsp;<strong>risco para quem empresta o dinheiro é menor&nbsp;</strong>já que, em caso de inadimplência, o banco ou financeira ficará com o imóvel dado como garantia.</p>



<p>Na prática, a partir do momento em que este tipo de modalidade é contratada, o bem é&nbsp;<strong>alienado fiduciariamente ao banco até que a dívida seja quitada</strong>, o que significa que ele somente voltará a ser apenas do proprietário&nbsp;<strong>no momento da quitação da última parcela assumida&nbsp;</strong>ou&nbsp;<strong>por antecipação do saldo devedor.</strong></p>



<p>Em caso de inadimplência, explica o planejador, o devedor é notificado e o prazo para&nbsp;<strong>consolidação da propriedade pelo banco,</strong>&nbsp;que ocorre via cartório de imóveis<strong>, é de 15 dias.</strong>&nbsp;Assim, se a dívida não for paga nesse período, o banco terá 30 dias para passar o bem para o seu nome e, com isso,&nbsp;<strong>levá-lo a leilão,</strong>&nbsp;de forma&nbsp;<strong>a reaver o valor emprestado.</strong></p>



<p>Nakata explica que é como se o imóvel virasse um “avalista com excelentes credenciais e rating” do empréstimo tomado, seja para o pagamento de dívidas, seja para a alavancagem patrimonial, já que os recursos recebidos podem ser utilizados da maneira que a pessoa tomadora do crédito desejar, como até mesmo para a&nbsp;<strong>aquisição de um outro bem</strong>&nbsp;ou para&nbsp;<strong>ampliação de um negócio próprio</strong>, devido às taxas serem inferiores a um empréstimo empresarial tradicional.</p>



<p>Justamente por isso, ele ressalta que esse tipo de operação pode ser interessante em situações muito específicas, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Troca de dívidas caras por uma mais barata:&nbsp;</strong>por exemplo, substituir dívidas de cartão de crédito (juros de mais de 450% ao ano) por uma taxa que pode variar de 11% a 15% ao ano;</li>



<li><strong>Investimento estruturado e planejado:</strong>&nbsp;usar os recursos para abrir ou expandir um negócio sólido, que tenha projeção real de retorno maior do que os juros cobrados pelo empréstimo tomado pelo devedor;</li>



<li><strong>Reformas de grande porte:</strong>&nbsp;quando a obra valoriza o próprio imóvel dado como garantia.</li>
</ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Ou seja: só faz sentido se o empréstimo gera valor futuro ou reduz drasticamente custos financeiros já existentes, como é o caso de empréstimos com taxas de juros mais elevados&#8221;, avalia o planejador financeiro.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Quais cuidados ter ao aderir?</h2>



<p>Antes de assinar o contrato, é preciso se atentar para alguns pontos. Entre eles, a própria avaliação da necessidade de crédito. Segundo Nakata,&nbsp;utilizar o imóvel para pagar&nbsp;<strong>gastos com lazer,</strong>&nbsp;como uma viagem<strong>&nbsp;não planejada,</strong>&nbsp;ou para&nbsp;<strong>aquisição de algo que poderia ser postergado</strong>, em razão de uma decisão de uma compra por impulso, são&nbsp;<strong>exemplos de uma tomada equivocada.</strong></p>



<p>Também é preciso considerar o&nbsp;<strong>planejamento de longo prazo</strong>, que pode variar<strong>&nbsp;de 60 meses (5 anos) a até 240 meses (20 anos)&nbsp;</strong>no Brasil, dependendo das condições do crédito e da instituição financeira.&nbsp;Por isso, é essencial ter&nbsp;<strong>clareza sobre a capacidade futura de pagamento&nbsp;</strong>para não colocar em risco o bem. Justamente por isso, ele pondera a importância de ter uma&nbsp;<strong>reserva de segurança,</strong>&nbsp;o que ajuda a evitar atrasos e, consequentemente, mitiga o risco de perder o imóvel.</p>



<p>Além disso, o planejador recomenda:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Comparar taxas e condições:&nbsp;</strong>apesar de menores, os juros podem variar bastante entre instituições. Por isso,&nbsp;<strong>vale sempre pesquisar</strong>;</li>



<li><strong>Ler as cláusulas com atenção:&nbsp;</strong>especialmente aquelas que tratam de prazos, reajustes, seguros e possibilidade de execução da garantia.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">O que fazer caso não consiga pagar esse empréstimo?</h2>



<p>A inadimplência nessa modalidade é&nbsp;<strong>perigosa,&nbsp;</strong>alertam os especialistas. No entanto, quando o pagamento das parcelas se torna<strong>&nbsp;inviável,</strong>&nbsp;é preciso&nbsp;<strong>apelar para algumas soluções&nbsp;</strong>para reorganizar a vida financeira e&nbsp;<strong>evitar a perda do bem,&nbsp;</strong>que<strong>&nbsp;pode ir a leilão&nbsp;</strong>caso a pessoa não consiga colocar a dívida nos eixos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">1. Negociação direta com a instituição e refinanciamento</h2>



<p>Segundo Gava, a primeira iniciativa deve ser&nbsp;<strong>buscar diálogo com o banco ou a instituição financeira responsável pelo contrato.</strong>&nbsp;Em alguns casos, há programas de renegociação que podem incluir&nbsp;<strong>prazos maiores, parcelas reduzidas temporariamente ou até períodos de carência</strong>. O credor pode ainda oferecer&nbsp;<strong>alternativas personalizadas</strong>, já que para ele também&nbsp;<strong>não é interessante executar a garantia imediatamente</strong>. “Esse contato mostra boa-fé e aumenta as chances de encontrar uma solução que evite a inadimplência prolongada”, pontua o executivo.</p>



<p>Outra alternativa é o&nbsp;<strong>refinanciamento da dívida</strong>, que consiste em&nbsp;<strong>substituir o contrato atual por um novo</strong>, geralmente com<strong>&nbsp;prazo maior ou taxas diferentes,&nbsp;</strong>e que pode ser útil quando a renegociação direta não funcionou. Aqui, ressalta ele, é fundamental&nbsp;<strong>fazer as contas.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“É fundamental avaliar com detalhes se a troca realmente&nbsp;<strong>reduz o impacto no orçamento</strong>, já que estender o prazo pode aumentar o custo total do crédito. O refinanciamento pode oferecer alívio imediato, mas deve ser encarado como parte do plano de reorganização mais amplo”, comenta Gava.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">2. Portabilidade</h2>



<p>Outra possibilidade é a portabilidade, que consiste em levar a dívida para outra instituição que ofereça melhores condições, como juros mais baixos e alongamento do prazo de pagamento. Nesta opção, também vale o alerta para a importância de<strong>&nbsp;comparar custos, prazos e eventuais alíquotas adicionais</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">3. Buscar orientação de quem entende</h2>



<p>Caso a situação esteja complicada, os especialistas recomendam que procurar especialistas pode ajudar a colocar tudo nos eixos, sem perder o bem &#8220;pelo pé&#8221;, como diz o ditado.</p>



<p>Esse profissional — que pode ser um planejador ou consultor financeiro, advogado especialista em direito do consumidor ou em contratos de crédito — pode ajudar a estruturar um plano de&nbsp;<strong>reorganização do orçamento, cortar despesas</strong>&nbsp;e até&nbsp;<strong>renegociar outras dívidas para liberar espaço para esse pagamento.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Em casos mais complexos, a atuação profissional pode&nbsp;<strong>até evitar medidas judiciais&nbsp;</strong>e proteger o imóvel de execuções precipitadas. Buscar orientação não precisa ser visto como último recurso, mas como parte de um processo preventivo para lidar com dívidas de forma responsável”, comenta o executivo da Rooftop.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">4. Downgrade ou Downsize</h2>



<p>Diante do risco de perder o bem em caso de inadimplência, Gava comenta que é válido refletir sobre&nbsp;<strong>alternativas menos agressivas,&nbsp;</strong>como&nbsp;<strong>reduzir o padrão de vida (downgrade)</strong>&nbsp;ou até mesmo&nbsp;<strong>trocar o imóvel por outro de menor valor (downsize).</strong></p>



<p>Já Nakata explica que a venda do imóvel pode acontecer para a<strong>&nbsp;quitação do passivo.</strong><strong>&nbsp;</strong>&#8220;Em último caso, pode ser melhor vender o bem, de forma que,&nbsp;<strong>com os recursos da aquisição e anuência do comprador, possa-se quitar o saldo devedor</strong>. Isto seria melhor do que esperar a execução judicial, que costuma ser&nbsp;<strong>sempre desfavorável ao tomador&#8221;,&nbsp;</strong>explica ele.</p>



<p></p>
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